segunda-feira, 16 de maio de 2016

Xadrez, políticas e embarcações.

Sabe, cerca de 10 anos atrás eu comecei a jogar Xadrez, isso não quer dizer que sou um grande jogador, só tomei conhecimento das regras mesmo, nada mais. Adquiri jogos, como o ChessMaster bem como enciclopédias de Xadrez para conhecer outros nomes e a história daquele jogo.

Mas uma coisa que me chamava atenção, era de que o final do jogo só se dava com a eliminação do Rei adversário, o chamado Xeque-mate (termo Persa que significa:“O Rei está morto") mas o interessante é que nesse complexo jogo, o rei é decisivo (assim como elementos republicanos presidencialistas) mas a peça que da mais mobilidade e consequentemente condição de ataque e defesa, é a rainha.

Querendo me afastar dos debates e gênero, entendo que a culpa disso não é do Rei, tampouco da Rainha, assim como não é dos Bispo, Cavalos, Torres ou Peões, mas sim das regras que regem o jogo. Porém, depois de séculos de prática, o Xadrez não parece (nem carece) mudar suas regras, mas na política...

Ah! A política... Que sempre se relacionou tanto com o Xadrez, essa sim, clama por mudanças, sobretudo nas nações que se dizem democráticas. O Brasil se encontra sim, sob a regência de um cidadão democraticamente eleito, é fato. Quem apertou o 13 nas eleições presidenciais de 2014 viu sim, em tamanho reduzido, a foto do vice-presidente da república lá. Acredite!

Agora, nós escolhemos ele? Parece até que não. Mas por que ele está lá? Por que as regras assim permitem. Certamente o Xadrez é até mais justo, quando aquele líder da equipe é eliminado, toda a equipe segue o mesmo caminho. Na política... há tempo suficiente para aliados se tornarem inimigos e abandonarem o barco, antes do mesmo afundar, e diferentemente das embarcações a pique, na política, abandonar o barco significa mudar de embarcação e seguir viajem. Que louco né?

Espero ver a coerência em breve tomar as ruas e bater panelas por uma franca reforma política, mudar as regras do jogo é importante para concretizar as alianças e fazer com o Xeque Mate seja evitável e sobretudo decisivo na política.


A culpa não é dos jogadores, mas sim das regras, que permitem que certos jogadores, continuem a jogar.