segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Notório Saber, e o Saber Notório.

Então, o Impeachment passou, e o Brasil seguiu sua tradição de colocar o provisório como permanente. Me lembro do pavilhão de aulas de São Lázaro, da Universidade Federal da Bahia, o qual nos foi apresentado como provisório em 2006, mas assim estava desde a década de 70, imagine? Pois, o nosso atual presidente era provisório mas agora é permanente, e ao menos até 2018 teremos de engolir ele e seus ministros tradicionais.

A bola da vez, após as “Flexibilização das Leis de Trabalho” é a reformulação do ensino médio brasileiro, que articula uma mudança de carga horária, rebaixamento das disciplinas de artes, educação física, filosofia e sociologia e o tão falado “Notório Saber”.

Quando eu vi nos idos anos de 2007 uma oferta tão grande de cursos de Direito e Engenharia, me veio a cabeça o seguinte cenário para o futuro:  Daqui a um tempo veremos 2 vendedores reivindicando a patente de um super carrinho de Pipoca, e pasmem, eles serão formado em Engenharia e Direito. Isso mesmo, visto que eram tantos profissionais dessa área sendo entregues a sociedade, que nenhum mercado de trabalho vai segurar isso.

Mas olha só, me parece que nos dias de hoje, 2016, eles não estarão comandando as pipocas pululantes e sim uma sala de aula! Isso mesmo. Depois das reformas educacionais a serem propostas pelo governo Temer, qualquer profissional de notório saber poderá assumir uma turma de ensino médio e ajudar a melhorar o ensino no Brasil. Claro, nós licenciados não somos portadores somente de um notório saber, mas sim de um diploma reconhecido pela república, mas um Engenheiro (ou Advogado ou qualquer profissional tradicional que esteja desempregado) tem além de um notório saber, um saber notório, que é o saber da Engenharia, do Direito... Entende?

Estou esperando o momento em que uma parteira, ou um curandeiro serão contratados pelas Secretarias de Saúde, que um Mestre de Obras ganhará diploma reconhecido pelos CREA’s e que aquele Taxista amigo ou Barbeiro ganhará Status de Psicólogo com emprego no CAPS pelo país e por aí vai...


Enfim, no país em que o Notório (e pouco comprobatório) Saber vale mais que Diploma, temos Administrador no comando do Ministério da Educação, Engenheiro Civil a frente do Ministério da Saúde e até um cara para se temer no comando do país.

domingo, 12 de junho de 2016

Eu devia ter alguém hoje?

Ter um namorado ou namorada é bom? Pode ser que sim e na maioria das vezes, é. Por que você só deve estar com ele ou ela, se de fato, for bom. Nós somos animais sociáveis e costumamos sim querer alguém para chamar de nós. Eu sei que esses podem ser amigos e família, mas um namoro é uma relação em especial.

Eu também sei que tem gente que diz que não tem vontade de ter ninguém, não sente falta de um abraço amoroso ou alguém pra dividir um filme com brigadeiro e cobertor, mas a maioria quer dividir isso, né?

Dias como o dia dos namorados pode ser de verdade um dia como outro qualquer, mas também pode ser um ótimo dia pra receber uma ligação, sms ou um zap especial e que vai abrir um caminho para um encontro depois, onde alimentar qualidades devem ser prioridades. Talvez venhamos até a perceber o quanto é bom aproveitar as qualidades do outro, bem como veremos o quanto é bom aumentar nossas qualidades para que alguém possa vir aproveitar.

12 de Junho é um dia que muitos casais trocam presentes e por mais que isso seja uma artimanha da sociedade capitalista, a gente curte olhar para algo e lembrar: Ganhei no dia dos Namorados.
Se você tem alguém no dia de hoje, aproveite! Se você não tem ninguém aproveite também o encontro com você da forma que mais gosta, afinal, a decisão vai mesmo ser sua.

Assim, mesmo pra quem está solteiro, quero desejar: Feliz dia dos Namorados.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Xadrez, políticas e embarcações.

Sabe, cerca de 10 anos atrás eu comecei a jogar Xadrez, isso não quer dizer que sou um grande jogador, só tomei conhecimento das regras mesmo, nada mais. Adquiri jogos, como o ChessMaster bem como enciclopédias de Xadrez para conhecer outros nomes e a história daquele jogo.

Mas uma coisa que me chamava atenção, era de que o final do jogo só se dava com a eliminação do Rei adversário, o chamado Xeque-mate (termo Persa que significa:“O Rei está morto") mas o interessante é que nesse complexo jogo, o rei é decisivo (assim como elementos republicanos presidencialistas) mas a peça que da mais mobilidade e consequentemente condição de ataque e defesa, é a rainha.

Querendo me afastar dos debates e gênero, entendo que a culpa disso não é do Rei, tampouco da Rainha, assim como não é dos Bispo, Cavalos, Torres ou Peões, mas sim das regras que regem o jogo. Porém, depois de séculos de prática, o Xadrez não parece (nem carece) mudar suas regras, mas na política...

Ah! A política... Que sempre se relacionou tanto com o Xadrez, essa sim, clama por mudanças, sobretudo nas nações que se dizem democráticas. O Brasil se encontra sim, sob a regência de um cidadão democraticamente eleito, é fato. Quem apertou o 13 nas eleições presidenciais de 2014 viu sim, em tamanho reduzido, a foto do vice-presidente da república lá. Acredite!

Agora, nós escolhemos ele? Parece até que não. Mas por que ele está lá? Por que as regras assim permitem. Certamente o Xadrez é até mais justo, quando aquele líder da equipe é eliminado, toda a equipe segue o mesmo caminho. Na política... há tempo suficiente para aliados se tornarem inimigos e abandonarem o barco, antes do mesmo afundar, e diferentemente das embarcações a pique, na política, abandonar o barco significa mudar de embarcação e seguir viajem. Que louco né?

Espero ver a coerência em breve tomar as ruas e bater panelas por uma franca reforma política, mudar as regras do jogo é importante para concretizar as alianças e fazer com o Xeque Mate seja evitável e sobretudo decisivo na política.


A culpa não é dos jogadores, mas sim das regras, que permitem que certos jogadores, continuem a jogar.

sábado, 19 de março de 2016

A grande fila no Lava Jato.

Então, eu historiador que sou, me vejo cobrado pelas pessoas por um posicionamento em relação a "Grande operação contra a corrupção no Brasil". Agora, venho aqui oferecer isso pra você, amigo leitor.

Sim, a operação Lava Jato é justa e desejável. A corrupção fez morada no Brasil quase que em sua gênese, mas como tudo que faz morada, a corrupção também pode ser desalojada. Sabemos que acabar com a corrupção em um país de grandes proporções é impossível, mas reduzir ela é necessário. E eu imagino que esse é o grande objetivo da força tarefa, não é mesmo?

No entanto, se a ideia é derrubar a corrupção, temos aqui alguns equívocos.  Entendam que é o governo federal (Dilma, PT etc)  banca a operação. Sim, a Polícia e Judiciário Federal estão investigando o governo federal. De tal forma, o PT (por ser o partido governista) deveria ser o último a ser investigado, visto que ele é o grande financiador da investigação como um todo, mas por quê? 


Supondo que o governo caia (ocorra o Impeachment) que garantia nós temos de que a operação de combate a corrupção (e não ao governo) terá continuidade? Quem me garante que outros governos se colocarão na condição de serem investigados? 

Se colocar para avaliação me parece ser um ato de boa fé. Por mais que a divisão dos 3 poderes em certa medida imponha tal investigação ao partido, o governo federal da um suporte a investigação, algo que TALVEZ não aconteça com outros governos, visto que a interrupção do mandato de Dilma,e não a corrupção parece ser o grande objetivo de setores da sociedade brasileira.

Não vou entrar no mérito constitucional (ou inconstitucional) dos movimentos da operação, não sou jurista nem algo do tipo, mas vejo que a fila de citados é muito grande e nesse aspecto, o PT tem tido uma triste prioridade. Grandes rivais do governo já foram delatados, e... nada mais. A investigação de Lula é justa, necessária e sobretudo veloz enquanto a de outros elementos é justa, necessária e aparentemente inexistente.

Por fim, como saldo até o presente momento (19/09/2016) espero que, caso o governo caia, o ímpeto cidadão de anti corrupção, permaneça após o desfecho da operação. Que as pessoas continuem nas ruas, redes sociais atentas aos movimento do governo. E que principalmente venham a linchar o governo (como fazem no presente) se ele ilícito for. Assim combateremos a corrupção, de outra forma, é só oportunismo.