quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

E agora? Como fica?

Bom, muita gente deve ter visto que ontem, uma notícia bombástica abalou o movimento grevista da Bahia. Tudo bem, devemos mesmo apurar as circunstancias e as verdades encontradas naquele áudio. Vamos aguardar, certo?

Mas então, as demandas do movimento, como ficam? Todo mundo que acompanhou o imbróglio sabe que a desocupação da Assembléia Legislativa não corresponde ao fim da greve da Polícia militar baiana. Bem como devemos racionalizar que se o governo faz uma proposta, não quer dizer que as demandas foram aceitas. E estou vendo sim um deleite de alguns setores por terem conseguido a desocupação do prédio público, até então QG da greve.

Outra questão é: Por que organizar um movimento grevista nacional deve ser caso de polícia? Qual crime nisso? Quem souber, por favor me informe!


O que me parece importante, e que está totalmente fora de foco, é uma discussão sobre a questão da segurança pública de fato. Estamos vendo que esse modelo está falido, todo mundo vê. Essa coisa de se proibir greve amarra totalmente a classe de policiais ao Estado. E na prática, todo mundo acabou de ver que isso não funciona. A polícia se organiza e faz greve sim! E criminalizar isso, me parece uma boa... Pra quem paga o salário deles.


Mais uma vez afirmando: Até o presente momento (09/02/2012, as 13: 46) greve da polícia Militar na Bahia CONTINUA, e as demandas AINDA estão em aberto.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Parece que o inimigo, de novo, é outro.

É, agora a coisa complicou para os grevistas, concretizada na pela atitude de um homem.

Articular movimentos grevistas em todo páís, não tem problemas nenhum. Trata-se uma forma de articulação buscando somar as insatisfações para que assim, possam ser mais força de pressão. Coisa normal. A internacional trabalhista surgiu de forma parecida (digo parecida para não incorrer em anacronismo) e também foi tida como evento marginal e sem pauta.

Mas, assutadoramente, coisas ilícitas vieram a tona em rede nacional. Os atos de vandalismos foram encontrados na "fatura" dos grevistas. E isso a população AINDA não concorda. Mesmo com a informação sendo desmentida pelos grevistas, a intensidade das dúvidas levantadas, torna o movimento carente de respaldo, e complica muito a sua situação perante a sociedade local.

A barra que estava começanco a pesar para o governo baiano, agora se torna mas tranquila, bem como torna legitima a ação negociadora. O nome das lideranças grevistas soou livremente em ligações gravadas com autorização judicial, mesma justiça que acaba de negar o "harbeas corpus" do líder da ASPRA. E a partir daqui, dificilmente o judicário mudará de ideia.

Para a categoria, resta o contentamento misturado com esperança de que a "GAP V" seja de fato paga no fim doa ano, e que seu seguimento seja contemplado nos anos seguintes.

Não quero ser profeta, mas acho que essa greve tem menos de 48 horas de vida, mas isso é projeção. O que parece real é: Acabaram de cortar a cabeça de Prisco. Agora é só esperar ela rolar.